7 de abril de 2010

HISTÓRIAS QUE PLAYBOY NÃO CONTOU

Aproveitando a data especial dos 35 anos de PLAYBOY, vou reproduzir aqui algumas histórias curiosas que fazem parte desses 35 anos de muitas histórias pra contar. Essas histórias são relatos publicados na edição de agosto de 93, quando PLAYBOY fazia 18 aninhos. Como muitos aqui não devem ter esta esdição e devem adorar essas histórias curiosas de bastidores, vou selecionar algumas para publicar aqui compartilhando esses fatos, muitas vezes engraçados. Vamos começar com histórias envolvendo 3 grandes musas de PLAYBOY: Maitê Proença, Sônia Braga e Piera.

"Hoje o dia vai ser uma pedreira - pensa sem exagerar o fotógrafo J.R. Duran. O ensaio de 32 páginas que realizará com Maitê Proença prevê, entre outras excentricidades, o transporte de uma pedra de algumas toneladas para o galpão onde a atriz será fotografada, às margens do Rio Pinheiros, na zona sul de São Paulo. Tem tudo para ser feito em dois dias. Nesse tempo, aplicadíssimo, Duran metralha sua máquina como um Schwarzenegger, sobe na pedra, desce da pedra. Ao revelar os filmes, põe as mãos na cabeça. "Fiquei tão fascinado pelos seios de Maitê que esqueci completamente de fotografar outras partes do corpo dela", lembra ele. "Do bumbum, por exemplo, só fiz uma foto." Sorte que a foto saiu perfeita, e a editora Dulce Pickergill não precisou mandar repetir a produção complicada. E a compensação pela pedreira vem direto das bancas, em fevereiro de 1987: a edição estrelada por Maitê Proença bate o recorde de vendas de PLAYBOY no Brasil, com a marca de 800 mil exemplares."

"Sônia Braga acabou de fazer suas fotos no estúdio de Bob Wolfenson, no bairro de Alto Pinheiros, em São Paulo. E ficou nua pelo estúdio, debruçando-se na mesa de luz para ver os contatos, contando casos de Nova York, encantando a todos com simpatia. À noite está do elegantérrimo restaurante Maksoud Plaza, e coça a testa, indecisa. "Vem cá, por favor", diz para o garçom. Ele se inclina ao seu lado: "Pois não?" Sônia Braga estende na mesa várias fotos em que aparece nua, como se fossem cartas de baralho e ela estivesse começando um jogo de paciência: "Quais você acha que ficariam melhor na PLAYBOY?" Fascinado, meio trêmulo, o rapaz aponta o dedo indicador em várias direções, também fica indeciso, chama o maitre - e logo boa parte do restaurante está participando da escolha, numa noite em que o serviço ficou meio disperso mas pouca gente reclamou."

"Novembro de 1992. Ex-gatinha da revista Capricho, a modelo Piera estreia em PLAYBOY longe dos olhos do mundo - as sessões de fotos foram marcadas para a ilhota Coroa do Avião, no litoral de Pernambuco. Em volta da sua nudez apenas um restaurante desativado, coqueiros, o mar... E o vigia da ilha, que surge ninguém sabe de onde e puxa um banquinho para ver melhor os trabalhos. Piera se cobre, o fotógrafo Thomas Susemihl vai falar com o cidadão. Mas não há diálogo: o segurança fecha a cara e começa a colocar munição na carabina. Thomas volta atrás, se reúne com a equipe e corrige os argumento, oferecendo 50.000 cruzeiros para o rapaz. Ele sorri, agradece, pendura de novo a carabina atravessada nas costas e some. À tarde certamente há troca de guarda, porque aparece um outro vigia exatamente como seu colega, com banquinho, carabina e tudo mais. Nem é preciso repetir a cena - um assitente de produção leva correndo outra nota de 50.000 e estamos conversados."

Aguarde mais histórias que PLAYBOY não contou...

15 comentários:

Leandro M. disse...

Essa história de Sonia Braga é sensacional.

Brunno disse...

Adorei adorei... quero saber de mais histórias como essas..

thiago disse...

"HISTÓRIAS QUE PLAYBOY NÃO CONTOU "

O título não deveria ser "Histórias que a Playboy Contou"?

Afinal, de onde vc tirou essas história, da Sexy?

Ficadica!

André Porto disse...

Meu caro Thiago, o título reproduz o título publicado na revista, como eu falei. E ELES batizaram com este título pq são histórias internas, que não foram divulgas. Taí a razão do título. Sacou?!

Leandro disse...

Um pouco óbvio o sentido do título, né, Thiago...

aninha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
aninha disse...

a playboy não contou, quem contou foi o porteiro do prédio da abril, chapa do andré...sabia nao? rsrs

só pra descontrair....

Alípio disse...

Mas que eu pensei a mesma coisa eu pensei....hehe

Kelvelyn disse...

Boas histórias a da Sonia Braga é boa mesmo e esse ensaio dela feito pelo Bob é lindo.

Crabb e Maria disse...

Legais todas estas histórias. André, se vais contar outras, que tal aquela da Alcione Mazzeo? A da Fabiana Gomes também é boa.
P.S. Maria não estava presente, mas gostou de algumas que contei a ela.

André Porto disse...

ANotadas as sugestões! São ótimas! As próximas serão de Xuxa, Luciana Vendramini e Rosemary. Lembra dessas?

Anônimo disse...

Claro, lembro. Ótimas histórias. A geração atual talvez fique impressionada com "causos" como o da Rosemary ou do Censor de Mau Humor, mas na época a coisa funcionava assim. Eu até sugeriria que em agosto, fossem reunidas 35 histórias semelhantes e outros fatos, que às vezes são de conhecimento só do pessoal da redação. Acredite, tem alguns desses relatos que devem ser divulgados.
Abç
Crabb

Banca X - Xuxa Magazines disse...

Prezado andre tenho duas perguntas a lhe fazer:
1. quais playboys vc nao tem em seu acervo e que gostaria de te-las? Talvez eu possa ter alguma e disponibilizo para vc.

2. quantas capas foram feitas com o coelhinho escondido (ele vinha disfarçado) na capa da playboy? Como a da luma de oliveira e da barbara borges.

agradeço a atenção
Mano vasconcelos

André Porto disse...

É uma ótima sugestão Crabb. Vou passar pra direção. Imagino que muitas outras histórias não contadas já rolaram. Na edição de Ana Flávia, em 2005, tem algumas outras histórias. Vou pegar algumas pra publicar aqui tb.

André Porto disse...

Valeu Mano! Vou conferir direitinho e te passo isso ok? Sei que é uma de 1975 e outra de 1977, se não estou enganado. Vajo e te falo com certeza depois. Obrigado.

Bem, sobre os coelhinhos escondidos na capa... Isso já era algo comum no passado, que começou em abril de 1977 e durou até dez/83. Depois em jan/2005, em comemoração aos 30 anos de PBY, o coelhinho voltou à capa (Luma) e dura até hoje. Na PBY americana é uma prática tradicional desde o início da revista.