20 de outubro de 2014

Capa de novembro: Marcela Pignatari

Esta é Marcela Pignatari. Não sejam mal educados e digam "prazer"



Com novembro batendo à porta, finalmente apresento-lhes a próxima estrela de capa: Marcela Pignatari. Não adiantou muita coisa, uma grande interrogação ainda paira sobre a cabeça de vocês? Vou tentar esclarecer a coisa.

Marcela é uma atriz barra empresária de quase 30 anos. Seu feito de maior expressão, pelo menos para o público masculino, foi um ensaio para a revista Status no ano passado. Foi o que a despertou para os olhos de Playboy, entregando que sua capa é mais uma herança do antecessor de Sérgio Xavier.



Postagem discreta de Marcela sobre seu ensaio: praia como cenário


No Instagram é onde as peças se encaixam em relação à sua capa. Tanto Marcela, quanto a produtora dos ensaios, Fabiana Moritz, postaram fotos em praia, há um mês. Há mais tempo, Marcela rasgou seda por seu amigo e fotógrafo Angelo Pastorello, quando o mesmo saiu na seção Portfólio, da Playboy. Apesar da discrição de todos os envolvidos, não restam dúvidas sobre a equipe que assina o ensaio de capa de novembro e a locação usada para as fotos, o Guarujá. 

Marcela, pelo menos no Instagram, parece sustentar um estilo alternativo de vida, meio hippie. Em certos momentos a considero fotogênica, em outros, nem tanto. É difícil formar uma opinião sobre ela levando em consideração a escassez de material na internet. Pelo menos o seu ensaio para a Status é bonito. Mas, mesmo que suas fotos na Playboy também sejam belas, será mais uma edição com forte potencial para quebrar os recordes de baixa vendagem. Totalmente impopular. 



Pra ver mais do ensaio de Marcela Pignatari para a Status é só clicar aqui. E, se quiser dar uma bisbilhotada em suas fotos no Instagram, clicar aqui



Fotos: Reprodução Instagram.
           Marco Maia/Status.

19 de outubro de 2014

O baralho da Playboy (versão 2014)

Séculos depois, cá estou eu para falar sobre o baralho da Playboy, oferecido de brinde na edição de setembro. A revista havia antecipado, em sua edição de agosto, que teríamos o baralho na edição seguinte. Uma cortesia da empresa Copag. 

O anúncio entregava que a distribuição seria localizada, sendo os locais privilegiados: GSP, GRJ, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Santos, Belém, Goiânia, Cuiabá, Manaus, Jundiaí, Campinas, Araraquara, Ribeirão Preto, Vitória, Florianópolis e Região dos Lagos/RJ. Em tese, o baralho seria encontrado nesses locais só em varejo.



A edição de setembro junto com o baralho: motivação a mais para desembolsar R$ 14,00


A partir disso, colecionadores que não moram nesses locais ficaram de orelha em pé, como eu. Fui logo acionando meus contatos para garantir o meu baralho. Mas, para minha surpresa, encontrei o brinde em minha cidade, e disponível em banca mesmo, nada de supermercado. Não entendi, mas fiquei contente. Comprei, já que os assinantes não foram contemplados - sim, tive uma recaída e voltei a ser assinante. 

Mas, falemos do brinde em si. Eu gostei bastante, embora tenha lido muita crítica em relação à qualidade e às mulheres escolhidas para as cartas, que são: Pietra Príncipe, Nicole Bahls, Nathália Rodrigues, Leticia Birkheuer, Gaby Potência, Carol Narizinho, Bárbara Borges, Juju Salimeni, Dany Giehl e Thaís Bianca. Todos queriam estrelas mais relevantes e ex-BBBs em menor quantidade.

É óbvio que as cartas poderiam ser mais rígidas, a seleção de estrelas poderia ser melhor não fossem os enroscos contratuais e tudo mais, mas acho que eu seria pedante demais ao fazer muitas observações negativas sobre algo que não acarretou em custo adicional ao produto, sendo um brinde inesperado, oferecido "de bom coração". Curti bastante, e parabenizo pela iniciativa. Se é pra fazer crítica, que seja em relação à distribuição, que sempre desespera colecionadores.

Em comparação ao baralho anterior, ofertado na edição de abril de 2013, prefiro o mais recente. Na verdade não cheguei a montar o do ano passado, mesmo tendo dois, mas, pelo fato de o deste ano já vir bonitinho dentro da caixinha, sem precisar destacar e por não ter uma categoria de estrelas específica (ex-BBBs), já ganha pontos a mais. 



Uma amostra do baralho, que, como qualquer brinde, promete ser valorizado futuramente. E vocês, compraram? Não? Gostaram?

The Indulgence Issue II

A Playboy USA, adiantada como sempre, já disponibilizou sua edição de novembro. Pra não variar, deu aquela humilhada básica nas coirmãs em termos de direção de arte. Pisa menos, Playboy USA!

Ainda não conferi a edição, os créditos, não me aprofundei na pesquisa, mas tudo indica que a capa seja do fotógrafo Tony Kelly. Gostei especialmente desta capa porque tem foco na beleza, na sensualidade, não é aquela aleatória da criatividade por si só. 

Pra ficar melhor, só se a modelo da capa fosse a grande estrela da edição, e não só uma anônima. Aliás, fico impressionado com o casting de modelos da Playboy USA. Todas perfeitas, irretocáveis. Uma pena que sejam reduzidas a meras anônimas nos ensaios de Tony Kelly.


Outra coisa que gosto nessa capa é que transmite a identidade fotográfica de Helmut Newton com Guy Bourdin. Talvez esteja viajando, mas tenho essa impressão

Inspiração brasileira

O leitor Valdécio, atento ao que anda rolando no mundo da Playboy, me fez uma pergunta: a capa de outubro da Playboy Rússia remete a qual capa publicada recentemente? Não hesitei, já que a capa é muitíssimo parecida com a versão alternativa de Amanda, nossa estrela de maio.

Pra fundamentar ainda mais a suspeita de reprodução, a estrela russa também é ruiva. Daí fica difícil não acreditar que a ideia da capa não tenha sido baseada na da brasileira, né? Mas gosto quando isso acontece, pois é um indicativo que a Playboy Brasil anda produzindo capas esteticamente expressivas - embora ache que a de Amanda esteja entupida de falhas. 


Ruivas em alta, com pés para o alto

11 de outubro de 2014

Capa e fotos de divulgação de Mendigata, estrela de outubro

Finalmente vou falar sobre a capa de Fernanda Lacerda, a Mendigata, estrela de outubro! Gostei, mas teria gostado muito mais não fosse o excelente material de divulgação disponibilizado. Mas, quanto a isso, falo mais detalhadamente adiante. 

Sobre a escolhida, acho forte, bem sensual e gosto da composição como um todo. A única coisa que me faz lamentar é o corpete (corset, espartilho? Nunca sei definir), que desfavoreceu muito o corpo da estrela. Perdeu cintura, amassou os seios. Justo ela, que tem um corpo impecável. Não acho que Playboy deva cometer deslizes assim numa capa. Uma outra peça, como a parte de cima de um biquíni de couro, teria resolvido o problema.

Mas adoro a mão que pega "com vontade" a periquita - às vezes sinto falta de Playboy flertando com o vulgar, como neste caso -, a mão nos cabelos - polêmicos cabelos, que não me incomodam nada -, a expressão. Enquadramento muito bom, elementos gráficos bem distribuídos, cores harmônicas. Só a peça de couro que faz a capa perder pontos comigo.



Fernanda Lacerda, a Mendigata, em sua capa solo: enquanto leitores amam ou odeiam, as belas da praia choram em posição fetal


Vamos ao material de divulgação. Duas fotos me chamaram muito a atenção. A primeira delas é a de fundo plástico preto, com a Mendigata de body transparente. Que pose linda, que foto sofisticada. E ultrasensual, com o corpo todo curvilíneo, com seios em destaque. Me entristece saber que foi considerada para ser usada na capa e foi vetada. E a outra é a de fundo branco, em que parece estar sem calcinha. LINDA! Acho que tem muita atitude, a Mendigata ficou um arraso. Se estivesse paramentada com calcinha, também seria uma foto perfeita pra capa.



Pô, Playboy! Favor fundamentar melhor a escolha da capa da próxima vez. Estas opções arrasam sem dó nem piedade a foto escolhida


As demais fotos também são bem bonitas, mas com cara de divulgação mesmo. E o surpreendente é que a divulgação este mês foi mais generosa, em vista do que a revista vinha fazendo, capa + duas ou três fotos de divulgação e olhe lá. Tem que ser assim sempre. 



Aqui, mais preview do trabalho feito com o fotógrafo Christian Gaul. Minha análise fica para um post futuro, específico sobre o ensaio



Fotos: Divulgação Playboy.

10 de outubro de 2014

Cover: unknown

Como não é todo dia que uma Kate Moss e uma Bianca Balti topam posar para a Playboy USA, tentam se virar pra apresentar algo expressivo para o leitor. E uma saída encontrada pra isso tem sido abrir mão da figura representativa da estrela para apresentar um conceito marcante.

Foi assim na capa da mulher atolada na chaminé, a com um close de boca com fósforo etc. Ótimas sacadas, excelente trabalho de direção de arte. E na mais recente edição lançada, o mesmo "truque" foi usado: um close de seios vestindo uma jaqueta colegial em que as aplicações são as atrações da revista. Quem ousa dizer que não é cool?

Mas, como brasileiro, defendo o culto à estrela. Acho que cada edição serve para reverenciar a beleza de uma mulher. E capas "sem donas", impessoais, não me animam. Posso achar lindo na gringa, mas não gostaria de ver isso aqui. Na verdade, só se fosse uma opção alternativa - aí, sim!



De qualquer forma, Playboy USA está de parabéns pelo capricho estético e jornalístico

A deles e a minha

Há mais de um ano, publiquei um post cujo assunto era criatividade e apelo comercial em capas. Peguei duas fotos de um ensaio argentino que defendiam cada uma das qualidades rivalizadas e produzi capinhas fakes para ilustrar o texto.

Pois bem. Eis que a Playboy Letônia, tanto tempo depois, escolheu a mesma foto "criativa" para a sua capa de setembro deste ano. Evidente que recorri ao arquivo do blog para rever o que eu havia feito. Conclusão: a Playboy pelo mundo anda em péssimas mãos. Porque pra ser mais amador que eu requer habilidade.

Mas, aos que estão chegando agora, só queria convidá-los a ler o post citado porque acho um bom assunto para o colecionador "refletir". Porque eu leio cada barbaridade por aí que me faz perder a fé na humanidade, que não condiz com uma base de leitores maduros e sensatos que a revista acredita ter. Para ler, clique aqui.




Em uma coisas eles foram mais habilidosos que eu, confesso: não esqueceram de apagar o resquício de perereca da modelo

27 de setembro de 2014

Natalia Inoue, nossa japa girl

Depois de tanta espera, eis Natalia Inoue na Playboy



Não é necessário fazer uma retrospectiva dos fatos que transformaram o caso de Natalia Inoue com a Playboy em uma celeuma. Todos sabem que, originalmente, ela estava programada pra ser capa no ano passado, em outubro. Mas cortemos pra 2014. Finalmente temos sua edição em mãos, e podemos refletir se todos os pré-julgamentos alimentados nesse período em que sua capa foi mantida na geladeira são válidos ou dispensáveis. 

Do ponto de vista de produção, o ensaio de Natalia Inoue, que leva a assinatura de Fred Othero, é, de longe, o melhor do ano. Se distancia muito dos outros produzidos porque é o que, nitidamente, houve mais esforço da produção para apresentar um resultado surpreendente. Todos, até então, vagavam entre o confortável e a preguiça extrema. No deste mês a equipe saiu da zona de conforto e foi fazer externas noturnas na Liberdade, com uma excelente variação de ambientes. Isso é muito louvável. Sem contar com a limusine inserida ao contexto e a produção de moda precisa.





Do ponto de vista fotográfico, pra mim, este ensaio também sai na frente dos demais. É o mais rico, esteticamente falando. Todas as cenas têm uma luz adequada e impecável, compostas por elementos, ângulos e propostas que deixaram tudo muito bem amarrado, com qualidade. Lembrando que este ensaio é o primeiro feito por Fred Othero, embora o de Vanessa tenha sido publicado primeiro. Minha única observação ao trabalho do fotógrafo é quanto à direção de cena. Faltou um clima sexual mais explícito, assim como faltou no da ex-BBB. Sua abordagem transita entre a foto de beleza e a fashion, deixando a coisa meio impessoal. Ainda assim, desejo muito ter mais capas clicadas por ele e espero que ele se aprimore nesse aspecto.





Meus momentos preferidos: a foto que vem em seguida à abertura, que explora algo que eu gostaria que aparecesse mais no ensaio, que é a presença da comunidade local dando um tom mais dramático à cena. Me apaixonei pela foto em que aparece no interior da limusine, com desenho japonês passando na TV, que os leitores podem chegar a um consenso sobre ser a mais matadora do ensaio. Amo também a da cama, em preto e branco, a que aparece sobre o balcão... Todas lindas, com Natalia muito bela. Na verdade, todas as fotos são muito boas, exceto a do microfone, insinuando que vai cantar no karaokê, e a que aparece em tamanho ampliado no pôster. A primeira não favoreceu seu corpo e a segunda é boba, sem propósito, sem vida. 





Embora o ensaio de Natalia tenha a melhor produção e a melhor qualidade fotográfica de 2014, perde pontos significativos na disputa de melhor ensaio do ano por seu teor sexual ser muito brando, com tímida nudez frontal e edição final econômica - apenas 16 páginas + pôster! Em relação à Natalia, especificamente, acho que ela fez sua parte, se entregando da melhor forma. Li muitas observações sobre a sua expressão, sem caras e bocas tradicionais de sedução, mas isso depende do ponto de vista. Um amigo havia me dito que essa postura mais displicente e nada forçada era um ponto positivo, e concordo com ele. Mas também acho que talvez tenha faltado um sorriso pra arrematar, uma das coisas que a estrela tem de mais bonito.


Imagens: Reprodução Playboy.

21 de setembro de 2014

Express yourselfie

No final de 2011, com a segunda edição do concurso Preferência Nacional rolando, eu tive a chance, junto a Alexandre Ferreira, então diretor de arte da Playboy, de discutir ideias para o ensaio da vencedora. Propus que a locação se baseasse em grama e piscina, que tudo fosse feito sob sol forte, e que a produção de moda fosse mais divertida - tudo exatamente como é visto no ensaio.

Minha principal sugestão é que houvesse uma interferência de fotos autorais, autorretratos, ou, melhor, selfies, feitas pela estrela, mescladas ao trabalho do fotógrafo profissional. A ideia original da abertura, por exemplo, seria, em uma página, a estrela fotografando o próprio bumbum, e, ao lado, fotos tiradas por ela do principal atributo exigido no concurso, dispostas desorganizadamente. A essência foi mantida, mas as reais selfies não tiveram vez. 

Já tinha observado, ali, o crescente fenômeno das selfies na internet, a ânsia das pessoas pela superexposição, e achava que isso podia ser transportado às páginas da Playboy. Me remetia a um ensaio dos anos 80, com uma fotógrafa que clicou sua própria nudez. 

Tempos depois, em 2013, a Playboy Holanda publicou esta capa, explorando o tema. E agora é a vez da Playboy Argentina com a sua capa de setembro. Os ensaios que integram a edição são compostos por selfies ou apenas emulam com uma ajudinha profissional.



Playboy Argentina de setembro, "especial selfies". A capa não é muito crível, mas apresenta o tema. No interior, quem também aparece é Jéssica Amaral, fotografando-se com a polaroid

15 de setembro de 2014

Ao natural

Ao mesmo tempo em que os anos 80 são a síntese do exagero estético, nas roupas, na maquiagem, há um contraponto interessante, que é a valorização da naturalidade, e essa "dualidade" fica bem evidente no material produzido pela Playboy nessa década.

Exemplificando: assim como tinha mulheres ultraproduzidas como Rosemary e Maria Zilda, com cabelos armados de laquê e maquiagem carregada, tinha também as de "cara lavada", de cabelo molhado, ultranaturais, como Luciana Vendramini e Isadora Ribeiro.

O que me motivou a ~refletir~ sobre isso foi a capa do superpôster abaixo, com Isadora Ribeiro, de 1988. Gostaria muito que Playboy resgatasse essa estética em uma de suas próximas produções, com a estrela com um visual bem clean, maquiagem "nada", produção de moda simplória. Algo mais verdadeiro. 



Nada contra as produções elaboradas, muito pelo contrário, mas não é lindo ver uma mulher nua assim, sem artifícios, só com o vento dando movimento aos cabelos?